- pare!, depois não veio um por favor,
mas para ser sincero, eu não tive medo
com toda delicadeza de quem conhece a dor
suspendi a verdade, os braços e estiquei os dedos
- cale a boca! E eu calei sem orgulho,
Na rua escura o grito mexeu com os pombos
que se calaram depois de um arrulho
preparando as asas para o meu tombo
Minha mulher, depois ainda chora
que há de fazer chorando?
Já se passou ocorrido há uma hora
e quantas almas existem por ai, penando
Por não aceitarem calar...ora, ora
e eu sem perceber estou quase rezando!
segunda-feira, 16 de março de 2009
O AMOR É TÃO MESQUINHO
Amiga, o amor é tão mesquinho
Quanto mais ando mais percebo
É como uma bola de sebo
Que lava o peito daninho
Amiga, desculpa dizer o que digo
É que dá vontade tao grande
De estar perto de ti, contigo
Que não há nada que desmande
A vida passou por mim, jose
Não a morte, como dizem os cegos...
Eu percebi que o mundo é um lego
Ai se a alma fosse...
Se a alma fosse desapegada,
Talvez eu tivesse pedido ao revólver: me mata!
Quanto mais ando mais percebo
É como uma bola de sebo
Que lava o peito daninho
Amiga, desculpa dizer o que digo
É que dá vontade tao grande
De estar perto de ti, contigo
Que não há nada que desmande
A vida passou por mim, jose
Não a morte, como dizem os cegos...
Eu percebi que o mundo é um lego
Ai se a alma fosse...
Se a alma fosse desapegada,
Talvez eu tivesse pedido ao revólver: me mata!
BEM
Bem, pra mim ainda sois a própria alma em carne
Mas haverá o desgaste dos dias
E a massa das maldades, te fará uma casca do que és
Dá pena de dizer que serás resultado invertido da fé...
A idade vai te ensinar coisas sobre mim
Coisas sobre as cidades e sobre os serafins
E antes de anoitecer, voltará a face para qm é, e ao que tem
E verás o que vejo e terá a matéria a qual suas memórias tecem
Um pano longo e belíssimo, será os teus días
Limpo da inocência e sujo das pinturas da idade
Olhará com ternura o bordado da tua mocidade
Olhará com tristeza pras armas que tem
Mas perceba que sem elas( as armas) haveria mais iniquidade
Sem elas não preservaria a honra e nem puberdade
Mas haverá o desgaste dos dias
E a massa das maldades, te fará uma casca do que és
Dá pena de dizer que serás resultado invertido da fé...
A idade vai te ensinar coisas sobre mim
Coisas sobre as cidades e sobre os serafins
E antes de anoitecer, voltará a face para qm é, e ao que tem
E verás o que vejo e terá a matéria a qual suas memórias tecem
Um pano longo e belíssimo, será os teus días
Limpo da inocência e sujo das pinturas da idade
Olhará com ternura o bordado da tua mocidade
Olhará com tristeza pras armas que tem
Mas perceba que sem elas( as armas) haveria mais iniquidade
Sem elas não preservaria a honra e nem puberdade
ELGAR
O destino é um garçom mal vestido,
Que caçoa dos fregueses por achar-se bem maior...
Estou com o terno de giz, onde sempre me tenho metido
Lendo um livro que já conheço de cor...
Eis o que me traz o tal destino,
Traz, sem eu ter pedido, o que queria
E com ares de cartomante e taromancia
Diz que só haveria de pedir o que ele tinha trazido
É sábado, cordão umbilical do preguiçoso domingo,
Já não peço nada, a não ser um café
E dele que me sirvo
Coloco de lado o livro, o ultimo verso, quão lindo...
E algo em mim me diz que tenho fé,
Tudo em mim te contempla, amo café e cigarro e nem sinto
Que caçoa dos fregueses por achar-se bem maior...
Estou com o terno de giz, onde sempre me tenho metido
Lendo um livro que já conheço de cor...
Eis o que me traz o tal destino,
Traz, sem eu ter pedido, o que queria
E com ares de cartomante e taromancia
Diz que só haveria de pedir o que ele tinha trazido
É sábado, cordão umbilical do preguiçoso domingo,
Já não peço nada, a não ser um café
E dele que me sirvo
Coloco de lado o livro, o ultimo verso, quão lindo...
E algo em mim me diz que tenho fé,
Tudo em mim te contempla, amo café e cigarro e nem sinto
CAI ALGUMA FOLHA?
Teus olhos fechados, a lua maior
Teus olhos abertos, a lua menor
É como a recarga de um albatroz
E meu coração me abafa a voz
Teus olhos fechados, o mar se agitando
Teus olhos abertos, navio ancorando
Era como se houvesse um enorme segredo,
Do qual minha razão tem certo medo
E meus olhos são duas lentes de máquina fotográfica
Ou se focaliza a cena ou então a imagem de fundo
E assim são os olhos dela, que me apagam o mundo
Para alguns a idéia é penetrante como um conto de kafka,
Por eu não ter muitas respostas, nem mesmo escolhas
Mas olhai e me diga se da árvore atrás dela cai alguma folha?
Teus olhos abertos, a lua menor
É como a recarga de um albatroz
E meu coração me abafa a voz
Teus olhos fechados, o mar se agitando
Teus olhos abertos, navio ancorando
Era como se houvesse um enorme segredo,
Do qual minha razão tem certo medo
E meus olhos são duas lentes de máquina fotográfica
Ou se focaliza a cena ou então a imagem de fundo
E assim são os olhos dela, que me apagam o mundo
Para alguns a idéia é penetrante como um conto de kafka,
Por eu não ter muitas respostas, nem mesmo escolhas
Mas olhai e me diga se da árvore atrás dela cai alguma folha?
UMA PAUSA PARA ANGÚSTIA
a verdade é que não há verdade,
o meu juízo mesmo tem a alma injusta
é como se a lógica se achasse livre
para ser pura, imunda, nua: sem maldade.
Estou indo embora e quem te disse
que por acaso não iria? Teu olho triste nem chora
tenho saudades, tenho sim...mas a quem importa?
Se nem a mim pretendo guardar-me como história
a minha carne cheia de estertores,
meus expurgos, minha identidade
sou um peso para mim mesmo, sou saudade
sou o que restou de cru de todos os horrores.
Se poeta antigo,ficaria a te esperar, cheio de dores
mas não quero mais te ter pela metade.
o meu juízo mesmo tem a alma injusta
é como se a lógica se achasse livre
para ser pura, imunda, nua: sem maldade.
Estou indo embora e quem te disse
que por acaso não iria? Teu olho triste nem chora
tenho saudades, tenho sim...mas a quem importa?
Se nem a mim pretendo guardar-me como história
a minha carne cheia de estertores,
meus expurgos, minha identidade
sou um peso para mim mesmo, sou saudade
sou o que restou de cru de todos os horrores.
Se poeta antigo,ficaria a te esperar, cheio de dores
mas não quero mais te ter pela metade.
DE NOITE, A CASA VIRA UM CORAÇÃO
De noite, a casa vira um coração
O mar vira um peito enorme
o Bar vazio é o fígado incólume
o casal na beira da praia é o pulmão
Ultimamente os pulmões estão doentes
Desde o início nenhum dos dois foi coerente
Mas havia paz entre eles, paz harmonial
Mas como em todo enlace matrimonial
às vezes o ar vem demais, o coração pulsa maluco
às vezes o ar vem de menis, o coração parece um sulco
No peito...ai, que a maré suba e invada logo a casa
Porque quando a praia recua o coração defasa
e Já respiramos água sem nos darmos conta
a paixão é respirável é líquida de ponta a ponta
O mar vira um peito enorme
o Bar vazio é o fígado incólume
o casal na beira da praia é o pulmão
Ultimamente os pulmões estão doentes
Desde o início nenhum dos dois foi coerente
Mas havia paz entre eles, paz harmonial
Mas como em todo enlace matrimonial
às vezes o ar vem demais, o coração pulsa maluco
às vezes o ar vem de menis, o coração parece um sulco
No peito...ai, que a maré suba e invada logo a casa
Porque quando a praia recua o coração defasa
e Já respiramos água sem nos darmos conta
a paixão é respirável é líquida de ponta a ponta
UM FILÓSOFO AMOU, AMOU PROFUNDAMENTE
um filósofo amou, amou profundamente
ele amou loucamente a palavra amor
fixou as letras no seu subconsciente
e dali nada a tira, nem frio, nem calor
o filósofo sentou-se no sofá, coitado
estava feliz com um livro que lera
era um manual para esculpir moldes de cera
e estudou por sobre o livro o seu enfado
depois foi praticar o que aprendera
sofreu muito em moldar cantos complicados
sentiu que ali é que havia de ter amado
e era ali que derretia primeiro a cera
as raspas da gricerina eram paixão
ademais, só sentimentos confusos sujando o chão
ele amou loucamente a palavra amor
fixou as letras no seu subconsciente
e dali nada a tira, nem frio, nem calor
o filósofo sentou-se no sofá, coitado
estava feliz com um livro que lera
era um manual para esculpir moldes de cera
e estudou por sobre o livro o seu enfado
depois foi praticar o que aprendera
sofreu muito em moldar cantos complicados
sentiu que ali é que havia de ter amado
e era ali que derretia primeiro a cera
as raspas da gricerina eram paixão
ademais, só sentimentos confusos sujando o chão
A CANÇÃO É UM GATO TRISTE
a canção é um gato triste,
meu verso é a pata desse gato
na pata do gato um desenho chato
do lado dele um bocado de alpiste
mas não tem mais passarinho ali
não tem mais nada do que havia
o detalhe focalista nada via
o amor fez a poesia fugir daqui
a perna do gato é um pedaço muito estreito
um especialista não consegue decifrar
é como a tal da flecha no meu peito
que ninguem consegue retirar
por mais que eu tente, me bata
o gato nunca é a sua própria pata
meu verso é a pata desse gato
na pata do gato um desenho chato
do lado dele um bocado de alpiste
mas não tem mais passarinho ali
não tem mais nada do que havia
o detalhe focalista nada via
o amor fez a poesia fugir daqui
a perna do gato é um pedaço muito estreito
um especialista não consegue decifrar
é como a tal da flecha no meu peito
que ninguem consegue retirar
por mais que eu tente, me bata
o gato nunca é a sua própria pata
NO DIA EM QUE VOCÊ FOR
No dia em que você for
sem seu pierrot, desfilar na avenida
carnaval é desculpa de ida
nem precisa falar em amor
No dia em que você for sem mim
não quero mais saber, se enfim
o carnaval foi bom, será, talvez
que pra você sempre exista outra vez
eu te quis sambando demais
mas só não queria que fosse eu
o pierrot que por ti morreu
não quero letra de samba a mais
pra dizer que eu não sofra tanto
Porque amor é metade de todo pranto
sem seu pierrot, desfilar na avenida
carnaval é desculpa de ida
nem precisa falar em amor
No dia em que você for sem mim
não quero mais saber, se enfim
o carnaval foi bom, será, talvez
que pra você sempre exista outra vez
eu te quis sambando demais
mas só não queria que fosse eu
o pierrot que por ti morreu
não quero letra de samba a mais
pra dizer que eu não sofra tanto
Porque amor é metade de todo pranto
MUDANÇAS
coisas estranhas acontecem
a quem costuma testar
provei das folhas que descem
da altura do seu olhar
e te ver madura me faz
um misto de bem e de mal
até que estranhar é normal
mudança não é bem igual a paz
agora eu olho pra ti
e tento nos ver novamente
amando de forma entrementes
e dizer que jamais parti
mas não temos como fugir
nem você gosta de fingir
a quem costuma testar
provei das folhas que descem
da altura do seu olhar
e te ver madura me faz
um misto de bem e de mal
até que estranhar é normal
mudança não é bem igual a paz
agora eu olho pra ti
e tento nos ver novamente
amando de forma entrementes
e dizer que jamais parti
mas não temos como fugir
nem você gosta de fingir
SEM NEM SABER
sei lá que coisa fizestes
com o meu coração
sei lá dessa confusão
sei lá porque me dissestes:
te amo e naum vou te esquecer
Não o importa o que acontecer
e nem aconteceu muitas coisas
a luz foi tomada por mariposas
e eu quero de brincar de não-amor
agora vivo a querer sentir o olor
do cheiro que se vai sumindo
Renata como foi tão lindo,
a gente fez um par sem ser par
a gente amou sem nem saber amar
com o meu coração
sei lá dessa confusão
sei lá porque me dissestes:
te amo e naum vou te esquecer
Não o importa o que acontecer
e nem aconteceu muitas coisas
a luz foi tomada por mariposas
e eu quero de brincar de não-amor
agora vivo a querer sentir o olor
do cheiro que se vai sumindo
Renata como foi tão lindo,
a gente fez um par sem ser par
a gente amou sem nem saber amar
COM O TEMPO
De tanto te amar renata,
este mundo me parece
a falta grande de prece
que a toda terra nos falta
mas eu tive a grande supresa
de conhecer a verdade
e me empolguei, na vaidade
de conhecer a beleza
ai vem a natureza
e desfaz a ansiedade
me leva pra saudade
que acarinho com destreza
é um cão bonito de perto
um cão bonito e esperto
este mundo me parece
a falta grande de prece
que a toda terra nos falta
mas eu tive a grande supresa
de conhecer a verdade
e me empolguei, na vaidade
de conhecer a beleza
ai vem a natureza
e desfaz a ansiedade
me leva pra saudade
que acarinho com destreza
é um cão bonito de perto
um cão bonito e esperto
EU AMO COM A CABEÇA
Meu coração é um velho
Transportado pra esse moço
se tenho coração, eu não ouço
minha cabeça é meu espelho
só penso em amar muito mais
e nunca, nunca me contenho
por isso eu sem pre que venho
a dizer que amo demais
Mas o coração não pula muito
nem quer mais saber disso não
Nada entende de paixão
Nem quer mesmo aprender
quando o assunto é te ver
Até ele perde o pendão
Transportado pra esse moço
se tenho coração, eu não ouço
minha cabeça é meu espelho
só penso em amar muito mais
e nunca, nunca me contenho
por isso eu sem pre que venho
a dizer que amo demais
Mas o coração não pula muito
nem quer mais saber disso não
Nada entende de paixão
Nem quer mesmo aprender
quando o assunto é te ver
Até ele perde o pendão
QUERO ESCREVER
- QUERO ESCREVER, QUERO ESCREVER
A grande diferença de quem escreve por esporte e do escritor, seja escritor desportista ou não, é a voz que diz: QUERO ESCREVER
não se consegue desfazer dela e você finge, que por gosto acorda três horas da matina sacrificando o sono e com frio, só pra o prazer que nos faz deixar de comer e dormir...só porque eu QUERO ESCREVER!
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