um filósofo amou, amou profundamente
ele amou loucamente a palavra amor
fixou as letras no seu subconsciente
e dali nada a tira, nem frio, nem calor
o filósofo sentou-se no sofá, coitado
estava feliz com um livro que lera
era um manual para esculpir moldes de cera
e estudou por sobre o livro o seu enfado
depois foi praticar o que aprendera
sofreu muito em moldar cantos complicados
sentiu que ali é que havia de ter amado
e era ali que derretia primeiro a cera
as raspas da gricerina eram paixão
ademais, só sentimentos confusos sujando o chão
segunda-feira, 16 de março de 2009
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