De noite, a casa vira um coração
O mar vira um peito enorme
o Bar vazio é o fígado incólume
o casal na beira da praia é o pulmão
Ultimamente os pulmões estão doentes
Desde o início nenhum dos dois foi coerente
Mas havia paz entre eles, paz harmonial
Mas como em todo enlace matrimonial
às vezes o ar vem demais, o coração pulsa maluco
às vezes o ar vem de menis, o coração parece um sulco
No peito...ai, que a maré suba e invada logo a casa
Porque quando a praia recua o coração defasa
e Já respiramos água sem nos darmos conta
a paixão é respirável é líquida de ponta a ponta
segunda-feira, 16 de março de 2009
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